29 out

Saquês Premium chegam ao mercado brasileiro pela Tradbras

A importadora focada em produtos orientais, TradBras, traz ao Brasil oito rótulos de saquês considerados ‘premium”, linhas nobres da bebida, nos quais se diferenciam na fermentação e produção dos vendidos no mercado.

Foi no restaurante RYO Gastronomia, em fase ainda experimental, que o sommeliêr e especialista em saquê, Celso Ishiy,  recebeu a imprensa para a degustação das bebidas trazidas diretamente do Japão ao país, pela importadora e exportadora Tradbras, empresa familiar, do Ipiranga (SP).

Em meio à noite chuvosa e ambiente acolhedor, os oito rótulos foram apresentados em companhia de oito pratos de um riquíssimo menu degustação do novo restaurante paulistano. Entre eles, alguns destes saquês nobres foram produzidos com as águas de degelo do Monte Fuji, principal cartão-postal do país. Outros tem flocos de ouro e prata. O fabricantes IDE, que usa a água de degelo da montanha, produz saquês desde 1850. Já o fabricante Matsui produz a bebida desde 1726, em Kyoto, mostrando a tradição nobre japonesa.

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(Renata Gimenes) – Celso Ishiy, sommeliêr de saquê explica a importância da bebida no restaurante RYO Gastronomia

O primeiro a degustar foi Fujiginjo, saquê super “premium”, do tipo Ginjo, que possui a temperatura de fermentação menor e maior polimento de arroz. É uma bebida extra-seca com notas florais. Pode se comparar com o vinho branco, na forma de se degustar. A garrafa sai por volta de R$600 e tem o teor alcóolico de 16%.

Durante a degustação, Ishiy explicou que desta vez, o saquê chega ao Brasil da forma “correta”. “Os brasileiros receberam a bebida com a entrada da caipirinha de saquê nos cardápios. E passou-se a comparar o saquê com a cachaça brasileira, achando que o saquê fosse a cachaça dos japoneses”, diz. Mas não, o saquê no Japão é o “ouro líquido japonês” e apreciado pelos habitantes locais há milênios.

Os saquês são feitos basicamente de arroz e água, somados aos agentes de fermentação (levedura e o fungo Koji-kin). Na segunda degustação foi apresentado Fujinobin, saquê premium com a garrafa com desenho do próprio Monte Fuji de teor alcóolico de 16, vendido a R$500.

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(Renata Gimenes) – Saque Premium Fujinobin – layout imitando o Monte Fuji, ideal para presentear amigos e os mais próximos

Outros saquês degustados são especiais como o Junmai Ougonkaky, que possuem flocos de ouro que enfeitam as taças durante a degustação do prato. Dizem que é um símbolo de prosperidade e fortuna. No momento, ele deu um sabor especial ao pargo cozido com baixa temperatura ao molho ankake (molho dashi), da culinária do restaurante RYO. R$450 a garrafa.

Já o Junmai Ginjo Hakuginkaky, também super premium, enfeitam as taças com flocos de prata e dizem que a bebida traz sorte na vida financeira. O rótulo é exclusivo do templo Ginkakuji. R$650 a garrafa.

O sommeliêr também apresentou o saque premium Fujinoyama do tipo Honjozo (com adição de álcool destilado, que acompanhou sashimis fresquíssimos de cortes nobres e peixes exóticos como a ‘barriga’ de atum, carapau, garoupa, entre outros.

(Renata Gimenes) – Saquê Premium Fujinoyama, premium tipo Honjozo, com sashimis de barriga de atum, garoupa e polvo

Os outros saquês servidos em seguida, foram o Maiko Karakuchi, um premium “dry”, que apresenta uma característica seca de mais de 289 anos, quando era servido nas casas tradicionais das gueixas de Kyoto e Maiko Genshu, levemente seco, e não diluído em água, portanto, possui o teor alcóolico mais alto de todos: 19%. Ambos, possuem a embalagem de uma gueixa no rótulo, remetendo a história da tradição japonesa.

(Renata Gimenes) – Saquê Maiko Genshu, o teor alcóolico mais alto da noite, 19%, mas também uma bebida encorpada, que pode ser degustada com carnes mais gordurosas.

Por fim, foi servido o saquê de mesa  Fujikura – Futsuu-shu, também produzido com água de degelo do Monte. E quem disse que saquê também não pode ser degustado com sobremesas? Experimentamos o bolo de chocolate e o sorbet de frutas vermelhas com creme patissiére, regado aos saquês!

Minha opinião – Ao degustar esses saquês nobres, chamados de premium, realmente senti a diferença no meu paladar do que outros saquês que são encontrados no mercado. Não sei dizer o porquê, mas ao experimentar estes, senti um gosto mais suave e desceu mais leve. Talvez porque foram acompanhados com os pratos preparados de forma correta aos olhos dos verdadeiros japoneses. Gosto muito de comidas orientais erestaurantes japoneses da capital paulistana, mas essa experiência foi única e com bebidas especiais.

Serviço:

Importadora e exportadora Tradbras – www.tradbras.com.br

Pontos de Venda: Restaurante Sushi, Papaia, Restaurante RYO Gastronomia, Minato Izakaya e Lojas Online E-Sake.

Ryo Gastronomiawww.ryogastronomia.com.br

Rua Pedroso Alvarenga, 665 Itaim Bibi – São Paulo SP – Brasil/ tel: 11 3881-8110/ Somente jantar, de terça à sabado.

 

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